Modos de construir presenças e ausências do Corpo Artista em Práticas Performativas

Luciana Navarro*

*Proponente de Oficina Permanente de Dança  – Modos de construir presenças e ausências do Corpo Artista em Práticas Performativas- todas as quartas

Estes encontros pretendem refletir o corpo artista como ativador de estratégias poéticas capazes de criar tensões e trânsitos entre presenças e a ausências do performer na cena e na relação com sua audiência.

A partir de práticas performativas que envolvem ações físicas, escrita, leituras de textos, foto, vídeo, deslocamentos espaço-tempo, imagens poéticas, investigação de movimento, uso de objetos e figurino; referências de artistas e conceitos como apropriação e antropofagia,  estaremos experienciando diferentes modos de relacionar corpo-cena-espaço íntimo do artista e público.

O objetivo é criar respostas performativas individuais e em grupo e relacionar  deliberadamente criação, preparação, treinamento, formação,  improviso e cena por meio de teorias e práticas advindas do teatro, da dança , das artes visuais e afins.

AGOSTO: Estudos sobre espaço íntimo e espaço performativo

Fotos: Luciana Navarro

Quando o corpo é espaço ele diz e pronto!
A ação não é apenas proposta
O que as ações/corpo/imagem fazem é se atravessar. A pedra que já estava ali, o corpo que já estava ali, o sol que sempre esta aqui.
Quando o corpo/imagem age como corpoi/magem o que ele faz é ligar os pontos de atravessamento. E esses são inúmeros!
(Loana Campos)

Tem uma linha e um nó no meio do meu ponto um sopro viro flauta tudo dança.

Quando fico cansada eu como como como. E continuo cansada. Comer não descansa.

Plena tonteria. Acabo de me ver totalmente indecisa, perdida. Onde colocar este pano de prato, molhado?

E o que é aquele sapato lá em cima, olhando pra mim?

As escutas. Ouvir a voz experimentar o que despertam em mim as vibrações da voz sem decifrações As vibrações. O que despertam em mim. Nenhuma atenção ao que retenho. Onde tocam o que despertam. Muitas as escutas.

(Kusum Toledo)

O espaço  já está  preenchido.

A Kuzum está longe, mas sinto que atravessa as paredes brancas.

Já existem muitos rastros

Vejo minha trajetória no chão branco

Imagens sensações por onde minha mente transita.

Sei que ela passou por ali

Mas está atrás de mim

Não vi, mas sinto, ouço

O ruído preenche… esvazia…

Agora tem espaço para mim…

Entro

As memórias e as imagens constroem as minhas ações

Imagens de mim mesma, da minha casa

Falas das casas dos outros constroem as ações da minha casa

Torna tudo mais dinâmico

Muda o fluxo e a velocidade da ação e do acesso.

Vejo a câmera e já fico ausente

Porque na memória do meu corpo

Respondo com o meu sorriso

Aquele sem graça de dez anos atrás

Ausência

Kuzum está longe,  fora e presente

Eu dentro fico ausente

Não sustento

Saio

Mas logo escrevo e estou presente

A fala que não se fala

A mente que preenche

A criação da mente

A mosca que passa.

(Marina Scandolara)

 

 

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